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Estudante universitário testa método sustentável no tratamento de efluentes têxteis

O sistema Wetland, utilizado em alguns países para tratamento de esgoto, tem seu protótipo instalado na Morena Rosa

Já parou para pensar na quantidade de água que a indústria têxtil gasta para fabricar uma calça jeans? Se não parou, atenção para esse número: essa única peça requer – de acordo com o Instituto Fashion Revolution – 10 mil litros de água. O número impactou o acadêmico de Engenharia Civil da Faculdade UMFG, Cleiton Campos da Silva, que resolveu dedicar o seu projeto de iniciação científica para a pesquisa de um método sustentável capaz de contribuir para a redução desses danos à natureza.

Cleiton, desde o ano passado, pesquisa a utilização de um sistema chamado Wetland – amplamente utilizado em outros países para a redução de resíduos provenientes de esgoto – para o tratamento de efluentes da indústria do vestuário, ou seja, para “purificar” todo o recurso hídrico utilizado na fabricação de peças.. O método de fitorremediação consiste na utilização de camadas de materiais filtrantes, em conjunto com espécies de plantas específicas capazes de fazer a absorção e degradação de águas residuárias.

Logo nos primeiros testes realizados com pequenos protótipos na faculdade, o sistema já demonstrou eficiência através da análise da remoção de substâncias tóxicas da água. “Nas pesquisas preliminares obtivemos resultados satisfatórios com a redução de diversos parâmetros, já atendendo as normas estabelecidas pelo CEMA/NBR, que é o órgão regulador para padrões de água”, garante o aluno, que conta com a orientação da professora Jordana Dorca dos Santos na pesquisa.

 

IMPLANTAÇÃO

O protótipo de Cleiton ganhou força ao ser implantado, experimentalmente, na fábrica da Morena Rosa, uma das maiores empresas de Moda do país. A construção do espaço ocorreu durante o mês de maio, deste ano, e já rende frutos para a empresa. De acordo com análises físico químicas realizadas e publicadas no 2º Encontro Anual de Iniciação Científica, pela aparência do efluente tratado, o sistema possui um grande potencial de êxito. “[…] necessitando, desta forma, a continuação e conclusão da pesquisa para confirmar essa hipótese, bem como a continuidade de estudos [..].”.

De acordo com o diretor-geral da faculdade, Professor Doutor Mário Neto, acompanhar um projeto de iniciação científica tomando forma e gerando bons resultados é muito importante. “É gratificante acompanhar um projeto sustentável e inovador, como esse, de um pesquisador da UMFG, não só saindo do papel, como também atendendo aos interesses da sociedade”, comenta.

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