REPOSITÓRIO INSTITUCIONAL

ANÁLISE DOS EFEITOS DO FATOR DE VIZINHANÇA NOS DESLOCAMENTOS HORIZONTAIS DE EDIFÍCIOS EM CONCRETO ARMADO

2025 | AFONSO, EMILLY CAROLINE SABINO

A atualização da norma de ações do vento, a ABNT NBR 6123:2023, trouxe para o corpo da norma o fator de vizinhança (Fv), antes tratado apenas como recomendação no Anexo G, tornando obrigatória a consideração dos efeitos de interferência entre edificações vizinhas. Diante dessa mudança, torna-se relevante compreender como a presença de edifícios vizinhos influencia o comportamento estrutural de edifícios de múltiplos pavimentos. Nesse contexto, o presente estudo avalia os efeitos do fator de vizinhança na estabilidade global e nos deslocamentos horizontais de edifícios em concreto armado, considerando diferentes alturas e distâncias entre edificações. Foram realizadas simulações computacionais no software TQS para edifícios de 10, 15 e 20 pavimentos, com distâncias de 5, 10 e 15 metros e alturas de vizinhança com 10, 15 e 20 pavimentos, totalizando 27 modelos com a aplicação do fator de vizinhança, além de modelos de referência sem o fator. Os resultados mostram que o coeficiente de arrasto permaneceu inalterado pela presença de vizinhança, pois independe da geometria vizinha. O coeficiente γz também não foi afetado pelo Fv. Já o deslocamento horizontal foi o parâmetro mais sensível à introdução do fator. Edifícios mais altos apresentaram maiores deslocamentos, e com vizinhos mais altos os valores foram ainda maiores. Para 10 e 15 pavimentos, todos os resultados permaneceram dentro dos limites permitidos pela ABNT NBR 6123:2023. Para 20 pavimentos as combinações com vizinhos também de 20 pavimentos os deslocamentos ultrapassaram o limite permitido pela norma. Nas simulações sem o fator de vizinhança, todos os deslocamentos permaneceram dentro dos limites....

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ANÁLISE DA INFLUÊNCIA DO TIPO DE AGREGADO GRAÚDO NA ESTABILIDADE GLOBAL DE EDIFÍCIOS DE CONCRETO ARMADO

2023 | MENEGUIN, NATÁLIA BACON

Na análise estrutural de edifícios de concreto armado de múltiplos pavimentos, a ação do vento e a estabilidade global são verificações para a segurança das estruturas. Em edifícios médios a altos ocorrem maiores deslocabilidades provenientes das cargas horizontais, por vezes tornando necessária análises de segunda ordem. Existem parâmetros para estas análises, como a rigidez dos elementos estruturais, que é composta parcialmente pelo módulo de elasticidade do concreto. A ABNT NBR 6118:2014, implementou um coeficiente αe para o cálculo do módulo de elasticidade que é diretamente relacionado ao tipo de agregado graúdo utilizado na mistura. A pesquisa visa analisar a influência do agregado graúdo na estabilidade global dos edifícios, para avaliação da consideração ou não dos efeitos de segunda ordem. Foram comparadas onze edificações de concreto armado com mesma planta e ação do vento, variando-se os agregados graúdos e número de pavimentos. Com 10 pavimentos houve necessidade dos efeitos de 2º ordem nos cálculos para o arenito. Para edifícios de 11 a 14 pavimentos, a consideração dos efeitos de 2º ordem foi crescente para a maioria dos agregados, devido à altura dos edifícios. Notou-se que a escolha do agregado graúdo para o concreto armado permite que as estruturas sejam mais rígidas...

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